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quinta-feira, 25 de julho de 2019

ESQUIZOFRENIA : Compreendendo para Incluir!!!


A esquizofrenia é um sério transtorno no funcionamento cerebral, é um tipo de sofrimento psíquico grave, caracterizado principalmente pela alteração no contato com a realidade. A pessoa tem momentos sozinha, olhar perdido, indiferente com os acontecimentos que a rodeiam ou sofre de alucinações e delírios, conversa com visões ou vozes. Ela se desenvolve de forma gradual de forma que as mudanças são praticamente imperceptíveis, sendo que só quando o comportamento é quase completamente diferente que ela é notada.
• A maioria das pessoas que são diagnosticadas com esquizofrenia ainda são jovens (fim da adolescência e início da vida adulta). A concentração, na maioria das vezes, é a primeira a ser afetada, seguida por tensão, desinteresse, insônia e o isolamento.
• O tratamento precoce não é capaz de prevenir e nem de adiar a doença.
• A esquizofrenia é uma doença extremamente complexa. A causa do transtorno é desconhecida, mas existem alguns fatores que podem influenciar. Veja:

• Fatores genéticos.

• Fator neurobiológico. • Fatores psicanalíticos – Sigmund Freud disse que, “a ausência de gratificação verbal ou da relação inicial entre mãe e bebê conduz igualmente a personalidades frias ou desinteressadas no estabelecimento das relações”.

• Fatores familiares.

• Neurotransmissor – excesso de dopamina na via mesolímbica e falta de dopamina na via mesocortical (em outras palavras, raciocínio falho e sensações em excesso).

• A esquizofrenia traz grande dificuldade em distinguir as experiências internas das externas. A intensidade e o tempo de desenvolvimento de cada sintoma variam de pessoa para pessoa.

Acompanhe algumas recomendações:
1. Fique atento a suas atitudes. Se você tem preconceitos em relação à doença e à pessoa, como vai lidar com a situação? Como esperar que os outros reajam sem preconceitos? Livre-se deles!
2. Participe do tratamento e colabore com o aluno. Converse com o médico, esclareça suas dúvidas e busque informações sobre a doença.
3. Trocar experiências com outras pessoas pode ajudar bastante.
4. Tente enfrentar as diversas situações com tranquilidade. Mantendo a calma e a firmeza é possível estabelecer um diálogo franco e produtivo.
5. Não critique ou ridicularize o aluno. Diante de suas atitudes esquisitas ou de sua apatia, lembre-se que são sintomas da doença e não ‘frescura’ ou ‘preguiça’. Críticas freqüentes só tendem a estressar mais.
6. Evite ser superprotetor, pois o aluno vai perdendo a iniciativa, uma vez que você se antecipa e faz tudo por ele. Encontre um equilíbrio.
7. Busque adaptar suas expectativas à realidade das condições físicas e emocionais do esquizofrênico. A recuperação da doença é lenta. Expectativas elevadas geram frustrações e pioram a autoestima.
8. O esforço e a dedicação enormes para auxiliar o aluno nem sempre são recompensados em igual medida. Os sentimentos negativos (frustração, raiva, vergonha, entre outros) vêm à tona. É preciso estar preparado para lidar com os próprios sentimentos.
9. O aluno com esquizofrenia se beneficia de um ambiente estruturado e organizado. Auxilie-o a criar rotinas para o dia a dia.

Como lidar com a crise na esquizofrenia.

1 – Será muito útil que o cuidador tenha uma lista de contatos de emergência, como telefone do psiquiatra, da ambulância, do hospital, do terapeuta. Na hora de uma crise os ânimos afloram, ter esses dados prontos facilitará;
#2 – Quando o seu aluno estiver bem e estabilizado, converse com ele e explique que caso um dia seja preciso, você chamará pessoas que possam o ajudar, como os citados acima, que será para o bem dele e que você estará ao lado dele;
#3 – Lembre-se que você não pode discutir com uma pessoa em crise. Quando o aluno está em surto podemos dizer que ele não é ele mesmo, está fora de si. Muitas vezes fora de controle, assustado e pode reagir de forma agressiva para se proteger;
#4 – Não expresse raiva ou irritação quando seu aluno estiver em surto. Agir desta forma pode deixá-lo mais irritado e agressivo. Procure manter-se calmo e Atento.
#5 – Nunca grite. O Grito vai piorar o entendimento com seu familiar deixando-o mais nervoso, suscetível a agressões, pois na cabeça dele você pode estar tentando atacá-lo;
#6 – Reduza coisas que possam provocar uma distração e confundir ainda mais o seu aluno, como por exemplo: desligue a TV, rádios ou outros objetos que possam confundi-lo;
#7 – Procure manter o menor número de pessoas possível no local. Muita gente ao redor do paciente o perturba, principalmente se forem pessoas de fora, como visitas por exemplo. Deve ficar junto ao aluno o cuidador e alguém que possa ajudá-lo naquele momentoomo Lidar Com a Crise n
#8 – Nunca toque a pessoa em surto. Sabemos que o toque é difícil para quem tem esquizofrenia, ainda mais em surto. Não devemos tocá-los pois eles podem confundir com o agressor e atacar. Lembre-se sempre que o seu aluno estará fora de si;
#9 – Evite o contato Olho no Olho de forma contínua. Como os outros exemplos acima o contato visual pode perturbar e confundir o seu familiar, por isso evite;
#10 – Procure se sentar e peça para o seu aluno fazer o mesmo. Procure se acalmar e fazer com que ele se acalme também. Tente ir conversando com ele, sempre reafirmando que está ao lado dele e vai ajudá-lo, que entende o que ele está passando;
#11 – Nunca dê as costas para uma pessoa em surto. Mais uma vez é importante repetir que nesse momento de crise a pessoa está fora de si. Suas emoções estão a mil! Provavelmente vendo e ouvindo muitas coisas e por isso pode reagir de forma agressiva, até mesmo contra o seu cuidador/ familiar;
#12 – Caso não seja possível acalmá-lo e controlar a situação chame a ambulância, a emergência ou algum socorro próximo a você que possa ajudá-lo. Ligue para o psiquiatra do seu familiar e informe o que está acontecendo. Essa atitude deve ser tomada principalmente se o seu aluno estiver agressivo e podendo ferir-se ou machucar a outra pessoa.

Essas são algumas dicas que podem orientar os cuidadores em como agir na hora da crise do seu familiar. Claro que cada situação é única e deve ser avaliada.

Alguns alunos têm poucas crises, entretanto outros tem muitas recaídas, por isso é muito importante você saber como lidar nesse momento, como poderá agir e ajudar seu familiar.
Apesar de ser um momento muito tenso lembre-se sempre de que não é culpa do seu familiar ou aluno o que acontece com ele, que nessa hora ele está sofrendo muito. Por isso procure manter a maior calma possível e não resista em chamar ajuda, pois será para o bem do seu familiar e de todos outros membros familiares.

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